Sofia Esteves diz como ter uma carreira — e não só um emprego
11 de outubro de 2017
Coaching&Carreiras

O desejo de empreender cresce cada vez mais entre os jovens e altos executivos e isso não é mais novidade. Na verdade, isso é resultado da nova dinâmica nas relações de trabalho, que estão mais voltadas ao propósito de vida de cada um e a possibilidade de vivenciar experiências profissionais.

O termo “intrapreneur” foi usado pela primeira vez pelos consultores canadenses Gifford e Elizabeth Pinchot, em 1978, para designar executivos que, nas empresas, assumiam o papel de agentes de mudanças e promotores da criatividade e inovação.

Ou seja, não é de hoje que o intraempreendedorismo é um recurso para acelerar as inovações dentro de grandes empresas, por meio dos talentos empreendedores de funcionários.

Esse é um movimento das organizações que desejam que seus funcionários executem mais do que suas atribuições comuns: querem que eles pensem à frente.

Dessa forma, o intraempreendedorismo reflete a motivação para que os funcionários reflitam e argumentem a respeito de novas possibilidades para desenvolver novos produtos e projetos. Além disso, essa é uma alternativa para tornar a empresa ainda mais atrativa para novos colaboradores como marca empregadora.

Atualmente, todos somos agentes de transformação e protagonistas em um cenário que já estimula a co-criação de valor e a inovação, portanto, tanto as empresas quanto as pessoas precisam assumir o papel de dono das mudanças que querem ver no mundo.

Na prática, para que o intraempreendedorismo seja possível é preciso delegar mais autonomia e poder aos membros das equipes, para que participem, de fato, das tomadas de decisões da organização, além de serem envolvidos em projetos estratégicos.

Colaboradores que recebem a real oportunidade de fazer parte do negócio costumam demonstrar-se mais satisfeitos, motivados e tem mais “atitude de dono”.

Profissionais com características intraempreendedoras possuem um “inconformismo” natural. São aqueles que possuem uma capacidade diferenciada de analisar cenários, criar ideias, inovar e buscar novas oportunidades para a empresa. Também são pessoas que têm facilidade para planejamento e também um bom conhecimento sobre os negócios da corporação.

Além desses, há também aqueles profissionais, não menos importantes, que movimentam a criação de ideias dentro das organizações, mesmo que indiretamente.

O estímulo do intraempreendedorismo nas empresas é muito positivo, pois fideliza talentos empreeendedores, permite inovações mais assertivas, desenvolve profissionais, fortalece marca empregadora e traz melhores resultados para os negócios.

É importante saber que não basta apenas incentivar que os funcionários tenham ideias novas: a empresa deve estar genuinamente disposta a ouvir e avaliar essas ideias com transparência.

E vou além: é fundamental ter a certeza de que a liderança está realmente comprometida com essas premissas e preparada para executá-las no dia a dia, pois não existe forma mais rápida de destruir a motivação dos profissionais do que prometer um espaço para a mudança e empreendedorismo se isso não existir de fato.

Fonte: Carreira – Você S.A

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